quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O Profetismo no Antigo Testamento


Com os profetas, o Antigo Testamento alcança o ápice, seja como valor espiritual absoluto, seja como preparação para o Novo Testamento. Os profetas eram homens que Deus investia diretamente do seu espírito para uma missão espiritual no seio do seu povo, em tempos de perigo ou de necessidade religiosa e moral. Tornavam-se assim, guias espirituais do povo de Israel, pelo mesmo titulo com que outrora os juizes suscitados por Deus, eram os chefes políticos e militares, os libertadores no tempo de aflição.

Embora tenha havido pessoas dotadas de espírito profético desde as origens do povo hebreu (cf. Gên. 20:7; Núm. 11:25-26; Dt. 34:10), contudo, somente a partir de Samuel esses homens inspirados por Deus, e por ele enviados ao povo sucedem-se com tal freqüência, que chegam a formar uma cadeia ininterrupta durante cerca de seis séculos (aproximadamente desde 1050 a 450 a.C., Cf. 1 Sam. 3:1).

Considerando o exercício do ministério profético, este longo intervalo de tempo divide-se em dois períodos sensivelmente iguais. Nos três primeiros séculos, isto é, até por volta de 750 a.C. temos os profetas de ação, como, por exemplo, Elias (1Rs-2Rs 2), que pregam energicamente, mas não escrevem, ao passo que os profetas escritores viveram todos nos séculos seguintes: são os profetas cujos vaticínios ou mensagens nos foram transmitidos por escrito. Estes últimos costumam-se dividi-los, com base na extensão de seus escritos, em duas categorias: Profetas Maiores e Menores. Os primeiros são, por ordem cronológica, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel (sobre este último, porém, confronte-se a introdução ao seu livro). Os Menores, em número de doze, foram por algum tempo reunidos num só volume, em ordem aproximadamente cronológica, ou, ao menos, na que era julgada tal.

Objeto da pregação tanto dos profetas de ação como dos escritores, era defender a pureza do monoteísmo javista contra as contaminações ou infiltrações idolátricas, concitar o povo à santidade dos costumes, exigida pela lei divina, combater as desordens sociais, principalmente a opressão dos humildes, opor-se ao formalismo religioso, inculcando o primado do espírito interior sobre os ritos externos, anunciar a cada cidadão e a toda a nação os tremendos castigos de Deus, em conseqüência das culpas cometidas, como também oferecer a perspectiva de um futuro melhor, fruto do arrependimento, porvir radioso, o mais das vezes compendiado em termos esperançosos e genéricos de paz e de salvação.

Nesta ordem de idéias, própria dos profetas escritores, apresenta-se-nos a majestosa e cativante figura de um descendente de Davi, mediante o qual se realizarão as venturosas promessas. Ele é o Salvador dos povos, o restaurador da religião e da justiça, o soberano de um reino eterno de paz. Os profetas designam-no com diversos nomes ou títulos: Emanuel, Servo de Javé; Rebento de Davi, Davi por antonomásia, Germe divino etc. Somente uma vez (Dan. 9:26) é denominado com o apelativo de Masiah, ou Messias, que mais tarde se tornará termo técnico e pessoal. Compreendem-se, assim, como os apóstolos citem freqüentemente no Novo Testamento os vaticínios dos profetas para provar aos judeus que o Messias que eles preanunciaram é o seu Mestre, Jesus de Nazaré.

Esse prenúncio constitui o ponto alto da missão dos profetas. Mas não se limita a isso, como, tampouco, à predição do futuro em geral, se limitaria a missão própria dos profetas, como erroneamente poder-se-ia deduzir deste vocábulo vernáculo, derivado do grego. Em hebraico, o termo correspondente é “nabi,” que, propriamente, significa um arauto (da divindade), um mensageiro. Os profetas eram, pois os porta-vozes de Javé, que transmitiam ao povo aquilo que Deus lhes ordenava transmitir; eram os pregoeiros da mensagem divina à nação ou aos indivíduos. O termo mais comum para indicar a mensagem divina era também o mais amplo: “a palavra de Javé,” que no seu objeto desconhece limites.

Deus, portanto, falava aos profetas, os quais, por sua vez, transmitiam sua palavra aos homens. De que maneira e por quais caminhos chegava a palavra divina a esses espíritos de eleição, é um segredo da mística sobrenatural. Em muitos casos, porém, eles mesmos no-lo revelam em seus escritos. Assim, descrevem-nos as, visões com que foram favorecidos (Is. 6; Ier. 1:11-19; Ez. 1-6; Am. 7-8; Zac. 1-6), mediante uma ação sobrenatural, exercida quer sobre os sentidos exteriores, quer sobre a imaginação e as faculdades interiores. Outras vezes era uma voz que lhes falava, de maneira semelhante, seja sensivelmente, seja mediante uma ação interior. O objeto da revelação podia apresentar-se-lhes na sua realidade direta, como em Is 6, ou por meio de símbolos, como em Am 7-8. Outras vezes a lição era sugerida pela observação de um fato sensível, como em Jer 18. Na maioria das vezes, porém, havia uma iluminação direta da mente do profeta. Sempre, porém, este percebia que Deus lhe falava, e era da indesmoronável convicção da origem divina do seu mandato que hauria uma força sobre-humana, capaz de vencer qualquer obstáculo (cf. Is. 50:4-8; Jer. 1:17-19; 20:7-12; Ez. 3:8-9; Am. 3:7-8; 7: 12-17).

A mensagem divina era comunicada, em geral, mediante a pregação (cf. Jer. 7:1-15), outras vezes, mediante uma ação simbólica, realizada publicamente, com a finalidade de causar maior impressão sobre o povo (Is. 20; Jer. 13;19; Ez. 4-5). Já no segundo período, as mensagens proféticas passavam mui freqüentemente da pregação viva para o escrito (cf. Jer. 36) e então assumiam facilmente forma mais literária, geralmente mais concisa e muitas vezes eram exaradas ou refundidas em formas poéticas mais apuradas, que juntavam à fascinação da beleza poética a vantagem de imprimir mais facilmente a palavra divina na memória. É até provável que, unindo ao verso a melodia, muitos desses poemas fossem cantados pelas praças e ruas, por zelosos discípulos dos profetas, para fins de propaganda.

Ao passarem, pois, da pregação oral para a escrita, esses “homens de Deus” (título honroso, reservado por antonomásia aos profetas; cf. 1 Sam. 2:7 ; 9:6; 1 Rs. 13:1; 17:18; 2 Rs. 4:7 etc). Recebiam um carisma especial de inspiração, que conferia a seus escritos o valor de livros sagrados, dignos de ser inseridos no cânon das Escrituras divinas. Essa inspiração recebe esse caráter específico do seu termo, a escrita, que faz com que a palavra seja fixa, duradoura e imutável, o que a expressão oral não é. Na sua natureza de oráculo divino não difere, porém, da inspiração profética comum. É por isso que os teólogos, como Sto. Tomás de Aquino (Suma Teológica, 2a-2a, q. 171-178) costumavam tratar da inspiração bíblica juntamente com o carisma profético, e os antigos Padres chamavam freqüentemente “profeta” a qualquer escritor bíblico, porque inspirado.

O profetismo ergue-se, portanto, paralelo à lei e, juntamente com ela, sustém o edifício sagrado da religião hebraica, quer em função social no seio do povo de Israel, quer como monumento literário no Livro divino, a Bíblia. Daí a razão por que em linguagem bíblica, de modo especial no Novo Testamento, é de uso corrente o binômio “Lei e Profetas” para indicar todo o Antigo Testamento (cf. Is. 2:3; 2 Mac. 15:9; Mt. 11:13; Lc. 24: 27 etc.).O profetismo era uma instituição divina em Israel, prevista e aprovada pela lei (Dt. 18:15-20). O profeta, porém, recebia diretamente de Deus a investidura de sua missão, independente da aprovação da autoridade civil ou do sacerdócio (cf. 1 Rs. 18:16-18; Jer. 1:17-19; Am. 7:10-17).

Testemunha de que Deus lhe tinha falado e de que o enviava, era o profeta mesmo, e devia ser acreditado na sua palavra. Garantia suficiente da sua sinceridade e da sua vocação divina, era sua pureza de vida e de doutrina, ou, em alguns casos, a realização de seu vaticínio (Dt. 13:1-3; 18:21-22). Foi assim que já no limiar do Novo Testamento apresentaram-se às turbas de Israel, João Batista e Jesus de Nazaré.


sábado, 5 de novembro de 2011

Plantando a Semente...


Precisamos com muita dedicação trabalharmos na seara do Senhor. Pesa sobre os nossos ombros a responsabilidade de propagar o evangelho de Cristo. Esta é a última hora. Com que nos apresentaremos diante dele?

Ageu 2:4

I – O semeador da palavra de Deus ouve o chamado do Senhor

“No segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia, no primeiro dia do sexto mês, o SENHOR Deus mandou uma mensagem por meio do profeta Ageu. Essa mensagem era para o governador de Judá, Zorobabel, filho de Salatiel, e para o Grande Sacerdote Josué, filho de Jozadaque. O SENHOR Todo-Poderoso disse o seguinte: — O povo está dizendo que ainda não chegou o tempo de reconstruir o Templo” (Ag 1.1-2 ). Deus chama um profeta para despertar toda uma nação e iniciar a obra de reconstrução. Este mesmo chamado nós podemos ouvir nos dias de hoje: “a quem enviarei? e quem há de ir por nós?” No versículo 5 deste mesmo capítulo Deus fala com o profeta:
“Pensem bem no que tem acontecido com vocês” (Ag 1.5).
Hoje o Senhor nos leva a pensar no quadro em que vive a humanidade hoje! Existe um chamado para cada um de nós: É Tempo de levantar profetas neste lugar!!!

II – O semeador da última hora não mede esforços para pregar o evangelho

“Vocês semearam muitas sementes, mas colheram pouco; têm comida, mas não é suficiente para matar a fome; têm vinho, mas não dá para ficarem bêbados; têm roupas, porém elas não chegam para os proteger do frio; e o salário que o trabalhador recebe não dá para viver.
Por isso o SENHOR Todo-Poderoso diz: — Pensem bem no que tem acontecido com vocês.
Agora, vão até as montanhas, tragam madeira e construam de novo o Templo. Eu ficarei muito contente com esse Templo e ali serei adorado e honrado” (Ag 1.6-8).

III – O semeador da última hora é trabalhador fiel, por que entende a necessidade da salvação

“O SENHOR deu coragem e ânimo ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Salatiel, ao Grande Sacerdote Josué, filho de Jozadaque, e a todos os que haviam voltado do cativeiro na Babilônia. Eles foram e começaram a trabalhar no Templo do seu Deus, o SENHOR Todo-Poderoso” (Ag 1.14).

IV – O semeador da última hora é animado, porque sabe quem tem a companhia do Senhor da Seara.
2.4 No entanto tenham coragem! Coragem, Zorobabel! Coragem, Josué! Coragem, toda a gente deste país! Trabalhem todos, pois eu, o SENHOR Todo-Poderoso, estou com vocês.
2.5 Conforme a aliança que fiz com o meu povo quando o tirei do Egito, o meu Espírito sempre está com vocês. Portanto, não fiquem com medo.
2.6 — Pois é isto o que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, digo: Daqui a pouco farei com que tremam o céu e a terra, o mar e a terra firme.
2.7 Vou fazer com que tremam todas as nações, e as suas riquezas serão trazidas para o meu Templo aqui em Jerusalém. E assim encherei o meu Templo de beleza.
2.8 Toda a prata e todo o ouro do mundo são meus.
2.9 A glória desta última casa será maior do que a primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.
(Ag 2.4-9 ).

Conclusão: Esforço e dedicação são duas qualidades fundamentais para os que labutam em prol do Evangelho de Cristo.

domingo, 5 de junho de 2011

Quem foi Débora?




Na época dos juízes, uma mulher chamada Débora tornou-se líder de Israel. Pelos nossos padrões, ela também era uma candidata improvável para essa tarefa tão relevante. A Bíblia fala pouco sobre suas credenciais, a não ser que era esposa e mãe (Jz 4.4; Jz 5.7), o que não a qualificava para dirigir um país. Porém, Débora tinha a mesma vantagem que Davi: ela tinha fé em Deus.

Numa época em que Israel andava aos tropeços e cada homem fazia aquilo que parecia certo aos seus próprios olhos (veja Jz 17.6; Jz 21.25), Deus escolheu uma mulher de grande fé que estava disposta a segui-lo em obediência.

As Escrituras dizem que Débora era uma profetisa, significando que Deus lhe falava e ela transmitia Sua Palavra ao povo. Ela era uma juíza, portanto, julgava as pessoas que vinham até ela para resolver suas contendas. Naturalmente, ela também era esposa e mãe.

Seu feito mais conhecido ocorreu quando os israelitas clamaram a Deus por libertação depois de vinte anos de opressão sob o jugo de Jabim, rei de Canaã. O poderoso Jabim tinha 900 carros de ferro e governava a partir de Hazor, no Norte de Israel. Débora, que vivia no Sul, fora de Jerusalém, nas regiões montanhosas de Efraim, convocou Baraque, da tribo de Naftali, da região de Hazor. Quando Baraque chegou, Débora corajosamente transmitiu-lhe o plano de Deus: “Porventura, o Senhor, Deus de Israel, não deu ordem, dizendo: Vai, e leva gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom? E farei ir a ti para o ribeiro Quisom a Sísera, comandante do exército de Jabim, com os seus carros e as suas tropas; e o darei nas tuas mãos” (Jz 4.6-7).


Hoje, vivendo em um mundo dirigido pelo sucesso e pelas realizações materiais, é fácil esquecer que Deus não deseja tanto as nossas habilidades, mas sim a nossa vontade, o nosso querer que vem da fé.



Baraque estava disposto a obedecer, mas insistiu que Débora fosse com ele. Ela concordou, porém disse a Baraque que assim ele cederia a uma mulher a honra de capturar Sísera.

Naquele dia Deus sustentou Israel, como Débora sabia que Ele faria. O Senhor enviou uma chuva torrencial que inundou o ribeiro Quisom e fez com que a armada aparentemente invencível de Sísera atolasse na lama. Este fugiu e foi engodado por Jael, outra mulher, que cravou uma estaca de tenda em sua cabeça e o matou. Dessa maneira, Deus libertou Israel.

Mais tarde, Débora escreveu um belo cântico (Jz 5) que exalta a Deus e revela muito sobre sua própria pessoa. Ela era uma mulher de profunda fé e grande discernimento espiritual. Havia avaliado a sombria situação de seu país com perspicácia (Jz 5.6-7), compreendeu o motivo da decadência (idolatria, v.8) e assumiu a responsabilidade pela nação (vv. 7,12). Ela tinha tanta autoridade que, quando convocou Baraque, ele veio imediatamente sem questionar sua autoridade ou suas instruções. Débora é a única mulher na Bíblia que não apenas governou Israel como também deu ordens militares a um homem, e isso com a bênção de Deus.

Quando ela mandava reunir as tropas, esperava que elas se apresentassem. Aos que ignoravam o chamado, ela amaldiçoava: “Amaldiçoai a Meroz, ...amaldiçoai duramente os seus moradores, porque não vieram em socorro do Senhor” (Jz 5.23). Débora provavelmente não conseguia entender por que esses combatentes de Israel tinham tão pouca fé em Deus.

Por um lado, Débora aparentava ser uma mulher “dura” no confronto, mas também parecia extremamente maternal. Somente uma mãe que se importa com seus filhos pensaria em descrever a mãe de Sísera aguardando ansiosamente que seu filho voltasse para casa, preocupada com sua demora em voltar da batalha (v.28).

É interessante observar que não há evidência bíblica de que Débora tenha usurpado a autoridade masculina. É triste dizer que, provavelmente, existia pouca autoridade masculina fiel a Deus naqueles dias. Israel estava em condição espiritual tão lamentável que Deus envergonhou a nação daqueles dias depositando o mais alto cargo de liderança nas mãos de uma mulher.

Podemos lembrar que a história das missões modernas está igualmente repleta de mulheres de grande fé a quem Deus colocou em posições de enorme responsabilidade. Nas selvas da Colômbia e da Venezuela, por mais de 50 anos, Sophie Müller implantou centenas de igrejas, até que o Senhor finalmente a levou em outubro de 1995. A sua autobiografia, publicada pela Missão Novas Tribos, é intitulada His Voice Shakes the Wilderness (A Voz de Deus Faz a Selva Estremecer).

Depois que Jim Elliot, Nate Saint e três outros missionários foram mortos no Equador pelas flechas dos índios Huaorani (Aucas) em 1956, duas mulheres os substituíram: Elisabeth Elliot, viúva de Jim, e Raquel Saint, irmã de Nate. A senhorita Saint ficou no Equador até sua morte em 1994, conduzindo os índios a Cristo, ensinando-os e ministrando-lhes a Palavra de Deus.

Baraque, sem dúvida, foi um ótimo militar, e seu nome está registrado em Hebreus 11 como homem de fé. Porém, ele mesmo teria capturado Sísera se tivesse confiado um pouco mais em Deus. Débora, por outro lado, era uma simples esposa e mãe, mas sua fé a tornou um vaso muito mais útil para o Senhor do que alguém poderia imaginar.

A Bíblia ensina que nosso tempo na terra é curto: “Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg 4.14). Muitas pessoas podem abalar montanhas com suas credenciais e construir reinos com suas aptidões. Mas, no final, o que contará para a eternidade não será aquilo que realizamos com nossas habilidades, mas o que Deus fez através de nós por meio de nossa fé.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Fazendo a diferença


II Reis 2:4-11

Há uma quantidade de cristãos nominativos, que nenhuma diferença faz a favor do Evangelho. Percebamos nas atitudes de Eliseu como um cristão pode constituir-se nalguém que faz diferença onde vive. a) Seguindo seu mestre de perto (vs. 4 e 6)

Eliseu fez questão de permanecer junto de Elias durante todo o tempo. Diferentemente dos “filhos dos profetas”, ele acompanhou seu mestre até o fim. Igualmente, o cristão autêntico, que diferencia-se neste mundo, segue Jesus de perto. Em Lucas 22, na narrativa da prisão de Jesus, no verso 54 lemos: “e Pedro seguia-o de longe”. Em seguida, o evangelista nos afirma das três negativas de Pedro para com Jesus. Hoje, muitos há que seguem Jesus de longe e o resultado disso é escândalo para o Evangelho. b) Imitando o modelo de vida de Cristo (v. 9)

Eliseu pediu “porção dobrada” do espírito de Elias. Podemos entender nisto o desejo do discípulo de ser tão ou melhor do que seu mestre. Que ousadia! Mas o desafio que a Palavra de Deus nos coloca é justamente este: imitar a Cristo, sendo dignos da nomenclatura “cristãos” (vide I Cor 11:1). “A Bíblia nos ensina a nos contentarmos com o que temos, mas nunca com o que somos” (J. Blanchard). c) Fazendo uso do poder de Cristo (v. 14)

Eliseu apropriou-se da capa de Elias e, imediatamente, usufruiu do mesmo poder que habitava em Elias ao ferir as águas do Jordão com a capa. Em conseqüência disto os discípulos de Elias, que aguardavam ao longe, logo notaram que Eliseu fora investido pelo mesmo poder (v. 15). Igualmente, Jesus dá-nos poder, o poder do Seu Nome! O crente que faz diferença neste mundo é alguém que usufruiu deste poder, a exemplo da Igreja apostólica em Atos (vide Atos 3:6, 16, 16:8).

Para que Eliseu chegasse ao ponto de ocupar a função profética antes desenvolvida por seu mestre, Elias, foram necessários sete anos de intensa convivência e aprendizado, resultando num ministério tremendamente importante na vida de Israel durante décadas.

Somos desafiados como crentes em Jesus a seguí-lo de perto, ter comunhão com Ele, conhecer sua palavra e seu modelo de vida, imitá-lo, fazer a sua obra, representá-lo como seus embaixadores.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Aspirantes ao Ministério


I Reis 19:16-21

Há de se esperar de alguém que aspira o ministério pastoral que:

a) Seja realmente chamado por Deus (v. 16)

Não é o pastor quem escolhe “ser pastor”, mas Deus quem o escolhe para esta obra. Jesus deixa claro isto em João 15:16 Vós não me escolhestes... mas eu vos escolhi a vós... O Senhor da Igreja é quem escolhe e dá o dom ao servo para exercer este ministério (Efésios 4:10 e 11). b) Seja predisposto ao trabalho árduo (v. 19)

b) Seja predisposto ao trabalho árduo (v. 19)

Elias encontrou o profeta escolhido por Deus no árduo trabalho de arar a terra. Igualmente, o ministério exige, sempre, árdua labuta. Jesus mesmo usou metáforas de trabalhos árduos para referir-se ao ministério: apascentar ovelhas, lançar mão do arado, pescar, cingir-se de madrugada, etc. Na carta-testamento de II Timóteo, o apóstolo Paulo refere-se várias vezes ao seu próprio sofrimento e conclama seu filho na fé a participar dos sofrimentos inerentes ao ministério (1:8, 12, 2:3, 4:5).

c) Dê prioridade ao Senhor e sua obra (v. 20)
Podemos comparar a atitude de Eliseu com a do homem que declarou a Jesus: Senhor, eu te seguirei; mas deixa-me primeiro despedir-me dos que estão em minha casa (Lucas 9:61). Este diferencia-se de Eliseu porque desejava buscar a aprovação da família (a palavra usada para “despedir” tem o significado de “buscar consentimento”).

d) Seja humilde para servir ao próximo (v. 21)

Durante sete anos Eliseu serviu a Elias. Em II Reis 3:11, mesmo depois da partida de Elias, Eliseu continuava a ser lembrado como aquele que deitava água nas mão de Elias. Jesus deixou-nos exemplo ao lavar os pés dos apóstolos. O ministério pastoral exige humildade para servir.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Nossos Velhos...Eternos heróis!!!


Pais heróis e mães heroínas do lar. Passamos boa parte da nossa vida acreditando nisso.
Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.
A mãe heroína do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá de implicar com a empregada.
Aí surge a seguinte pergunta: O que meu pai e minha mãe fizeram para caducar de uma hora para outra?
Envelheceram.... Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso.
Um belo dia eles perdem a paciência e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez deles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.
Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.
Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu.
Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação.
Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.
Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido.
Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.
Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi.
Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.
Com todas as nossas irritações, só provocamos mais tristeza àqueles que um dia só procuraram nos dar alegrias.
Por que não conseguimos ser um pouco do que eles foram para nós? Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado de nossa cama, medicando, cuidando e medindo febres !!
E nós ficamos irritados quando eles esquecem de tomar seus remédios, e ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia.
É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros...
Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã quando eles já não estiverem mais aqui conosco, possamos lembrar deles com carinho, de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que eles tenham derramado por nossa causa.
Afinal, nossos heróis de ontem... serão nossos heróis eternamente
.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O que acontece quando oramos?


1º COR. 10:4 AS NOSSAS ARMAS

QUAIS SÃO AS ARMAS HUMANAS?
Habilidade, astúcia, influências, riquezas, capacidade organizacional, essas são:
ARMAS INADEQUADAS P/ DESTRUIR AS FORTALEZAS DE SATANÁS.
Se usarmos as ARMAS CARNAIS como: Filosofias, psicologias, costumes; seremos com certeza


ABATIDOS e VENCIDOS PELOS PODERES DAS TREVAS.
II COR. 10:5 => Que se levanta contra o conhecimento de Deus, levando cativo (Preso).
O Diabo faz MUROS, BARREIRAS na nossa mente, para que não entendamos o querer de Deus, deixando-nos cativos as suas vontades. (Quando você faz a vontade de Satanás, é porque você está cativo, preso à ele.)

A MENTE É UM CAMPO DE BATALHA, alguns pensamentos têm origem em nós mesmos e outros provêm diretamente do inimigo. (DOMÍNIO PRÓPRIO, EQUILÍBRIO, ALTO DOMÍNIO)

Existe uma guerra entre a NATUREZA HUMANA e as FORÇAS SATÂNICAS, por isso é que devemos REJEITAR todos os pensamentos que não vem de Deus.

COMO VENCEMOS AS LUTAS ? – Resposta: ORAR

MAS O QUE É ORAÇÃO? – Resposta: Permitir a Deus, Deus não faz nada sem a sua permissão, Deus tem um princípio “O LIVRE ARBÍTRIO”

Deus não precisa de sua permissão, mas ORAR é permitir que Deus haja na sua vida.
Exemplo: (Casa de Aluguel A casa é do dono. Do proprietário, mas ele só poderá entrar com a sua permissão).

Quanto tempo de ORAÇÃO você tem com Deus, veja só quantas BÊNÇÃOS você está perdendo…

O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ORA ?…

LUCAS 3:21-22 COISAS QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ORA …

1º) – O CÉU SE ABRE (Nada pode conter o PODER de Deus)

2º) – O ESPÍRITO SANTO DESCE SOBRE A TUA VIDA (A presença do Espírito Santo lhe dá Paz)

3º) – VOCÊ OUVE O VOZ DE DEUS (Deus trás estratégias espirituais)


Mas muitos, quando precisam tomar algumas decisões muito importantes nas suas vidas, acham mais fácil pegar numa lista de agenda telefônica e ligar para um profeta, mas Deus te ama e Ele não quer REPRESENTANTES, Ele quer ouvir a sua voz.

Quando acontece algo errado, nós dizemos, Deus porque o Senhor deixou que isto acontecesse, e ai Deus vai dizer FILHO MEU, EU TENTEI TE AVISAR, MAS NÃO CONSEGUI !

Nós Conhecemos muitos TIMBRES DE VOZ.(Pai, mãe, do namorado etc…) mas esquecemos a de Deus tem pessoas que confundem a voz de Deus COM A DO DIABO, quando é do Diabo acha que é de Deus, e quando é de Deus acha que é do Diabo (FALTA INTIMIDADE) Deus nunca ficou com problemas de garganta…

Deus não vai te criticar, Deus vai estender as mãos para te ajudar!


MATEUS 26:41 - Para que não caia em tentação. Que tentação?


TENTAÇÃO DE DESISTIR, cuidado o Diabo não vai desistir de nós, ele vai lutar contra você, vai colocar pessoas para te criticar, te humilhar, par te desprezar, mas cuidado, o QUE SAI DA TUA BOCA É PORQUE O SEU CORAÇÃO ESTÁ CHEIO, se na tribulação o teu coração está doente, dos teus lábios sairão MURMURAÇÕES, mas se você tem comunhão, você profetiza vitórias.

TRÊS MUROS DE SATANÁS:


1º) – FALSA PAZ – (JOÃO 14:26-27)
2º) – PROSPERIDADE (SALMOS 128)
3º) – FALSA ALEGRIA (JOÃO 16:20 – 16:22) A ALEGRIA ESTÁ NO ESPÍRITO SANTO